Eu iniciaria a entrevista pela acolhida, pois acredito que essa atitude precisa vir primeiro. Antes de qualquer pergunta, é importante que o paciente sinta que está em um lugar seguro, onde será ouvido sem julgamentos e onde há alguém disposto a ajudá-lo.
Diante da frase “nem sei o que estou fazendo aqui”, eu diria que falar sobre o que sentimos muitas vezes é difícil, e que isso é perfeitamente compreensível. Explicaria que ele só precisa falar quando se sentir à vontade e que seu tempo será respeitado.
Se, naquele momento, ele decidir permanecer em silêncio, eu também respeitaria essa escolha, entendendo que o silêncio pode ser uma forma de expressão e que faz parte do processo terapêutico. Meu papel seria permanecer disponível para escutá-lo, sem pressioná-lo, permitindo que o vínculo de confiança fosse construído no tempo dele