Respostas no Fórum

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  • #4222
    marcosnfabricio74
    Participante

    Concordo com a validação da escuta semiótica, estrututando primeiramente a ideia de escutar como recurso fundamental abstendo-se de julgamentos prévios e abrindo espaço para uma livre associação.
    Mas é de suma importância tomar cuidado com o reducionismo de um diagnóstico precoce principalmente tomando cuidado em não emplacar conceitos teóricos sobre o sujeito antes de permitir que ele demonstre sua percepção dinate o quadro, permitindo que haja uma imersão mais profunda em seu subconsciente.

    #3646
    marcosnfabricio74
    Participante

    No caso em questão os elementos de fala sugerem hipotese de psicose e a percepção e certeza delirante (“Agora entendi…”): Neste momento é que o enigma ganha uma explicação inabalável. Diferente da dúvida neurótica, o delírio surge para organizar o caos psíquico e conferir certeza absoluta.
    ​Fenômenos de Influência / Alucinação (“mensagens do rádio”): Um elemento externo e público é interpretado como uma mensagem dirigida exclusivamente a ela ou a um grupo restrito.
    ​Inclusão do Analista no Delírio (“Você também recebe… não é?”): A paciente tenta capturar o olhar e a figura do analista para dentro do seu sistema interpretativo.
    ​Tranquilidade / Afeto Desconectado: A resignação e serenidade ao falar demonstram como a consolidação da ideia delirante apazigua a angústia prévia de desestruturação.
    O aspecto mais importante neste momento é não contestar o evento em si , o que poderia acarretar na quebra da confinaça, mas também não confirmar dizendo que também ouve, para não validar o delírio, a proposta neste caso seria a de fazer ma experiência subjetiva sem validar o conteúdo do delírio.

    #3644
    marcosnfabricio74
    Participante

    Diagnóstico Nosológico/psiquiátrico: Paciente chega a consulta com lauda prévio de TAG.
    Perspectiva Psicanalítica: Em psicanálise não podemos atribuir um diagnóstico fechado nem mesmo aceitar uma rotulagem pré concebida nas primeiras entrevistas. A escuta deve se manter de forma a estruturar uma posição diante dos sintomas.

    #3643
    marcosnfabricio74
    Participante

    O laudo de Trasntorno de Ansiedade Generalizada não deve ser descartado, no entanto a escuta psicanalítica vai além da classificação sintomática já que ela busca compreender o sentido inconsciente e a posição do sujeito diante o quadro de ansiedade. A paciente já cgega com o rótulo médico determinado então o objetivo inicial é acolher essa certeza , mas de forma sutil abrir espaço para o desconhecido e entender a diferença entre o que ela sente do porque ela age assim e tentar compreender os conflitos do supereu e as culpas inconcientes, as exigências de uma nova posição de autoridade e a aproximação da realização do desejo ( angústia, castração, perda de amor).
    Sendo assim deve-se fazer o manejo nas primeiras entrevistas transformando qeixas e focando na eliminação dos sintomas , convidando a paciente a associar uma nova demanda analítica livre sobre o real significado da origem e interpretação de suas demandas emocionais.

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