Respostas no Fórum
-
AutorPosts
-
23/10/2026 às 5:19 pm #4222
marcosnfabricio74ParticipanteConcordo com a validação da escuta semiótica, estrututando primeiramente a ideia de escutar como recurso fundamental abstendo-se de julgamentos prévios e abrindo espaço para uma livre associação.
Mas é de suma importância tomar cuidado com o reducionismo de um diagnóstico precoce principalmente tomando cuidado em não emplacar conceitos teóricos sobre o sujeito antes de permitir que ele demonstre sua percepção dinate o quadro, permitindo que haja uma imersão mais profunda em seu subconsciente.16/10/2026 às 9:11 pm #3646
marcosnfabricio74ParticipanteNo caso em questão os elementos de fala sugerem hipotese de psicose e a percepção e certeza delirante (“Agora entendi…”): Neste momento é que o enigma ganha uma explicação inabalável. Diferente da dúvida neurótica, o delírio surge para organizar o caos psíquico e conferir certeza absoluta.
Fenômenos de Influência / Alucinação (“mensagens do rádio”): Um elemento externo e público é interpretado como uma mensagem dirigida exclusivamente a ela ou a um grupo restrito.
Inclusão do Analista no Delírio (“Você também recebe… não é?”): A paciente tenta capturar o olhar e a figura do analista para dentro do seu sistema interpretativo.
Tranquilidade / Afeto Desconectado: A resignação e serenidade ao falar demonstram como a consolidação da ideia delirante apazigua a angústia prévia de desestruturação.
O aspecto mais importante neste momento é não contestar o evento em si , o que poderia acarretar na quebra da confinaça, mas também não confirmar dizendo que também ouve, para não validar o delírio, a proposta neste caso seria a de fazer ma experiência subjetiva sem validar o conteúdo do delírio.16/10/2026 às 5:35 pm #3644
marcosnfabricio74ParticipanteDiagnóstico Nosológico/psiquiátrico: Paciente chega a consulta com lauda prévio de TAG.
Perspectiva Psicanalítica: Em psicanálise não podemos atribuir um diagnóstico fechado nem mesmo aceitar uma rotulagem pré concebida nas primeiras entrevistas. A escuta deve se manter de forma a estruturar uma posição diante dos sintomas.16/10/2026 às 5:31 pm #3643
marcosnfabricio74ParticipanteO laudo de Trasntorno de Ansiedade Generalizada não deve ser descartado, no entanto a escuta psicanalítica vai além da classificação sintomática já que ela busca compreender o sentido inconsciente e a posição do sujeito diante o quadro de ansiedade. A paciente já cgega com o rótulo médico determinado então o objetivo inicial é acolher essa certeza , mas de forma sutil abrir espaço para o desconhecido e entender a diferença entre o que ela sente do porque ela age assim e tentar compreender os conflitos do supereu e as culpas inconcientes, as exigências de uma nova posição de autoridade e a aproximação da realização do desejo ( angústia, castração, perda de amor).
Sendo assim deve-se fazer o manejo nas primeiras entrevistas transformando qeixas e focando na eliminação dos sintomas , convidando a paciente a associar uma nova demanda analítica livre sobre o real significado da origem e interpretação de suas demandas emocionais. -
AutorPosts
