Respostas no Fórum

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  • #3685
    Liliane
    Participante

    Diante do relato do paciente, o sigilo profissional de Beatriz não pode ser mantido de forma integral, pois a confidencialidade encontra um limite ético e legal claro diante de riscos iminentes à integridade física ou à vida de terceiros, o que fica evidente quando o paciente admite a agressão e afirma que ela pode ocorrer novamente. Antes de tomar qualquer decisão drástica ou realizar uma quebra de sigilo por justa causa, Beatriz deve buscar supervisão clínica com um profissional experiente, avaliar de forma aprofundada a iminência e a gravidade do perigo real e consultar o código de ética profissional e o respaldo jurídico para a situação. Além disso, ela deve buscar a autoresponsabilização do paciente para que ele mesmo interrompa o ciclo de violência. Para comunicar esses limites sem romper a aliança terapêutica, Beatriz precisa adotar uma postura estritamente acolhedora e não-julgadora, explicando de forma transparente que a limitação do sigilo serve para proteger a integridade de todos os envolvidos, inclusive impedindo o próprio paciente de sofrer consequências legais irreparáveis, reafirmando que o espaço da terapia continua seguro e disponível para tratar os impulsos e conflitos, desde que estes não se transformem em agressão física.

    #3575
    Liliane
    Participante

    Atendi uma paciente com uma história de infância muito dolorosa, marcada por racismo e pela rejeição do pai. Ela vivia um relacionamento complicado: morava na mesma casa com um parceiro que sofria com alcoolismo, embora eles estivessem separados afetivamente há três anos. Na terapia, ela passou a falar sem parar por até 2 horas seguidas, o que funcionava como uma forma de testar os meus limites e evitar tocar nas suas feridas reais. Diante de relatos tão tristes, o meu maior desafio foi manter a neutralidade e ouvi-la, mas sem deixar que excedesse o tempo nas sessões. A minha postura foi essencial para que o tratamento não ficasse cansativo e desvalorizado por falta de profissionalismo e eu exerci o corte clínico no tempo combinado de 60 minutos.

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