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Jaqueline.
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15/07/2026 às 10:37 am #1759
CIP
ParticipanteDesafio do Módulo 3 — Ética e Postura Profissional
Situação: Beatriz, psicanalista há 3 anos
Durante uma sessão, um paciente revela ter agredido fisicamente o companheiro na semana anterior. Ele pede que isso “fique só entre os dois”, demonstra arrependimento, mas também diz que “pode acontecer de novo” se sentir-se provocado.
Sugestões para análise:
O sigilo profissional pode ser mantido integralmente nesse caso? Por quê?
Que passos Beatriz deveria seguir antes de tomar qualquer decisão?
Como comunicar ao paciente eventuais limites do sigilo sem romper a aliança terapêutica?Esse é um dilema que todo clínico enfrenta mais cedo ou mais tarde. Compartilhe sua análise aqui no fórum e vamos discutir juntos os limites éticos dessa profissão.
21/07/2026 às 5:14 pm #2869Maria Betania de Carvalho Faria
ParticipanteO sigilo não deve ser considerado absoluto nesse caso, existem relatos de violência já ocorrida e indicação de possível repetição com risco concreto para outra pessoa. Nestas situações a ética profissional exige ponderar o sigilo junto com o dever de proteção, avaliando se existe risco atual, grave e iminente para o companheiro ou para terceiros. O ponto central não é apenas a agressão passada, mas a fala de que “pode acontecer de novo” se ele se sentir provocado, o que sugere risco de recorrência. Isso desloca a situação de um relato apenas retrospectivo para uma questão de segurança e prevenção de novo dano.
Deve-se primeiro avaliar a gravidade e a iminência do risco, investigando frequência, contexto, acesso à vítima, presença de armas, escalada de violência e fatores de descontrole.
Fazer manejo clínico imediato, buscando reduzir risco.
É sempre conveniente consultar a supervisão, serviço jurídico ou instância ética institucional, decisões de quebra ou manutenção parcial do sigilo devem ser muito bem fundamentadas.
Fazer um registro criterioso de forma objetiva da avaliação clínica, a justificativa da decisão e todas as orientações dadas ao paciente.Comunicar ao paciente não será tarefa fácil. Sempre comunicar ao paciente que a proteção de terceiros pode impor limites ao segredo profissional, sendo feito de modo claro, antecipado e não punitivo. A ideia é explicar que o sigilo é uma regra importante, mas que pode ter limites quando há risco relevante de dano a terceiros. Também ajuda dizer que qualquer medida será a mínima necessária e, sempre que possível, construída junto com ele, para preservar a aliança terapêutica.
17/10/2026 às 5:55 pm #3685
LilianeParticipanteDiante do relato do paciente, o sigilo profissional de Beatriz não pode ser mantido de forma integral, pois a confidencialidade encontra um limite ético e legal claro diante de riscos iminentes à integridade física ou à vida de terceiros, o que fica evidente quando o paciente admite a agressão e afirma que ela pode ocorrer novamente. Antes de tomar qualquer decisão drástica ou realizar uma quebra de sigilo por justa causa, Beatriz deve buscar supervisão clínica com um profissional experiente, avaliar de forma aprofundada a iminência e a gravidade do perigo real e consultar o código de ética profissional e o respaldo jurídico para a situação. Além disso, ela deve buscar a autoresponsabilização do paciente para que ele mesmo interrompa o ciclo de violência. Para comunicar esses limites sem romper a aliança terapêutica, Beatriz precisa adotar uma postura estritamente acolhedora e não-julgadora, explicando de forma transparente que a limitação do sigilo serve para proteger a integridade de todos os envolvidos, inclusive impedindo o próprio paciente de sofrer consequências legais irreparáveis, reafirmando que o espaço da terapia continua seguro e disponível para tratar os impulsos e conflitos, desde que estes não se transformem em agressão física.
20/10/2026 às 12:29 am #3828
JaquelineParticipanteO sigilo não deve ser mantido de forma integral quando houver riscos à segurança física da própria pessoa e de terceiros. No caso relatado, está claro que existe um risco à segurança de outra pessoa, e a situação pede uma atenção maior por parte do analista.
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